segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ciúme - Um mal desnecessário


Com o passar dos anos, os relacionamentos amorosos passaram por várias e várias adaptações ao convívio social. Algumas compreensíveis, outras nem tanto, mas tem uma em particular que simplesmente não tem o menor propósito real de existir: o ciúme. Já parou pra pensar no que realmente é o ciúme? O dicionário o classifica como “pesar, despeito por ver alguém possuir um bem que se desejaria ter […], receio de que a pessoa amada se apegue a outrem”. Essa última frase é bem sugestiva. No fundo, denota uma dose enorme de insegurança e, portanto, desconfiança. O ciúme só aparece quando uma das partes não confia inteiramente na outra, e não adianta virem os falsos românticos pra cima de mim dizerem que não é assim que funciona. Tem quem defenda que só o ciúme exagerado é ruim, só que na verdade todo o ciúme é ruim, porque todo ele implica em uma única coisa: falta de amor verdadeiro. A verdade pura e simples é essa. Quem tem ciúme não ama de verdade, porque não se trata de um sentimento de amor, e sim de posse. Quem sente ciúme almeja ser o único dono, o que transforma o ser “amado” em mero objeto.
O ciúme já foi motivo e palco de diversos assassinatos, e em todos eles o criminoso afirma que fez o que fez “por amor” (sugiro aqui o livro “A Paixão no Banco dos Réus”, de Luiza Nagib Eluf, que ilustra perfeitamente tudo o que eu estou falando aqui). Se formos analisar caso a caso, veremos que nunca houve um motivo concreto pra que tudo acontecesse. O ciúme cega, e o que era sentimento passa a ser racional na visão da pessoa, sendo que NUNCA é racional. A pessoa pode até ter motivos pra ter ciúme, mas à margem da mera desconfiança o que se deve fazer é investigar se o medo tem fundamento. Já vi diversos namoros à minha volta desmoronarem devido a isso. O ser humano é tão orgulhoso que se recusa a admitir a possibilidade de estar errado. Quando o coração domina o cérebro, tudo tende a ir mal. O amor não é idiota, mas o ciúme detroi o equilíbrio.
E é isso o que nos mantém cada vez mais unidos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sonho realizado


25 de janeiro de 2012 foi o dia em que, sem que eu tivesse a menor ideia, a banda Melody realizou uma ambição minha. O sexteto apareceu ao lado de Juliano Barreto, no Alfonsina Pub da cidade de Porto Alegre, e as meninas soltaram a voz em uma magnífica interpretação da faixa “Emotion”, lembrada até hoje como uma das faixas mais épicas de toda a discografia dos Bee Gees.
Barry e Robin Gibb escreveram a música para a cantora Samantha Sang em 1977, e foi gravada por ela nesse mesmo ano no Criteria Recording Studios, em Miami. Contava com os dois irmãos nos backing vocals (suspeita-se que Maurice e/ou Andy Gibb também tenham tomado parte, mas nada foi confirmado). Tornou-se faixa-título do álbum homônimo. A parceria com os Gibb ajudou Samantha a se projetar no mundo da música. Até hoje esta canção é uma de suas principais referências. Em 2001, os Bee Gees gravaram a sua própria versão, que foi lançada na coletânea “Their Greatest Hits – The Record” em 2003, sendo uma das homenagens póstumas a Maurice Gibb. Ganhou várias versões cover ao redor do mundo, mas pra mim tem um preço especial ouví-la nas vozes de Alina, Maitê e Taísi Cunha. Aliás, hoje é o Dia Internacional da Mulher, mas quem ganhou um presentão fui eu! \o/
Assistam ao vídeo com a apresentação:
http://www.youtube.com/watch?v=yoiMzZkMbRc&feature=g-u-u&context=G2166b1cFUAAAAAAABAA

ATUALIZAÇÃO (25/07/2013): O aparecimento de uma versão de estúdio não editada sugere que a versão dos Bee Gees foi gravada em 1994, e não em 2001, como dito acima
http://www.youtube.com/watch?v=NQOGea-yxgg

segunda-feira, 5 de março de 2012

Errata


Todo jornal tem um espaço onde eles corrigem algum erro que possam ter cometido na edição anterior ou mesmo em edições anteriores. Vou considerar esse post como a minha errata por causa de um erro que eu cometi num post não muito antigo.  E pra mim é também uma vergonha particular, porque se trata do primeiro post qu eu escrevi sobre a banda Melody. Meu erro foi o seguinte: comentei que Alina Cunha, a primeira sister que eu conheci, não estava na banda e insinuei que era por vontade própria e que ela não tinha qualquer intenção de integrar o grupo. Ontem descobri a verdade. Alina não estava oficialmente na banda porque ainda não tinha completado 18 anos e não poderia, devido a isso, participar de todas as apresentações da banda, dado que eles ainda estão na fase de apresentação em bares e casas noturnas. Depois de feitos seus 18 anos, Alina foi oficialmente incorporada ao time.
Parabéns, Alina, pela promoção recebida, e desculpe a falha deste graduando em Jornalismo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Robin Gibb e o câncer


Nem consigo acreditar que eu deixei este blog às moscas por tanto tempo. vou tentar fazer algo mais regular a partir de hoje. Ainda tô nesse clima de férias, sabem como é… Mas fico feliz ao dizer que hoje volto com uma excelente notícia! Na noite de ontem Robin Gibb fez sua primeira apresentação em público depois de começar a recuperação de seu câncer. Pelas impressões que deu a quem assistiu-o, o músico parece estar voltando à velha forma. Cantou ao lado do grupo The Soldiers, com quem gravou “I`ve Gotta Get a Message To You”. Além dessa música, Robin interpretou “How Deep Is Your Love” e foi aplaudido de pé. Começo a duvidar que ele faça alguma coisa fora da Europa, principalmente fora da Inglaterra, mas agradeço muito a Deus que pelo menos ele esteja conseguindo fazer aquilo que mais gosta. Tanto eu no meu blog quanto Robin na música podemos dizer tranquilos: Estamos de volta! =D

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Contraditório


Vivo uma felicidade triste
Quero inspirar água, para que meus pulmões se encham de ar
Quero morrer, para viver o que eu preciso viver
Quero sorrir alegremente, para chorar as minhas dores
Quero reunir meus amigos, para que eu sempre me sinta sozinho
Quero falar, pois assim nunca poderei ser ouvido
Quero ser feliz, do modo mais triste possível
Mas, acima de tudo
Quero acreditar em mim, para que ninguém mais acredite

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Falsos conhecidos


O que uma missa de Crisma e uma formatura de Ensino Médio tem em comum? Isso parece um início de anedota, mas ontem eu passei pelos dois eventos e descobri algo muito curioso, e ao mesmo tempo chocante, sobre uma face da personalidade humana que eu ainda não conhecia. Todos conhecem os chamados “falsos amigos”, ontem eu descobri a existência dos “falsos conhecidos”.
Não vou entrar em nomes ou descrições por uma questão de ética, mas mesmo assim devo dizer que é muito desagradável chegar em um lugar onde há pessoas que tu conhece, e seguramente te conhecem, e ver que mesmo assim tu tem o poder de passar invisível. Pessoas que tu não vê há muito tempo, e que pelas quais tu ainda tem uma considerável estima – e por que não dizer carinho? – passam perto de ti e, às vezes, nem se dão ao luxo de olhar pro teu rosto. E, no caso da formatura especificamente, criam um ambiente tão pesado que não dá outra escolha a não ser sair de lá. Nada mais me resta a não ser perguntar: o mundo tá ficando mascarado ou será que sou eu que espero demais daqueles que me rodeiam?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A polêmica da "proibição"

Hoje eu emputeci de vez com a pouca importância que dão a certos detalhes. De todas as polêmicas envolvendo a Igreja Católica, nenhuma é mais difícil de debater do que a Idade Média. Não por não termos resposta. Claro que temos. O problema é que o mundo de hoje tem a mente muito fechada, e acredita piamente que o que aconteceu foi aquilo e deu, não se interessando em correr atrás de documentos e provas. Hoje me veio, de novo, a história da proibição da Bíblia. Enchi o saco e resolvi contar o que a ninguém interessa saber, ou seja, a verdade.
A polêmica começou com um documento que apareceu dizendo que o Papa Julio III recebeu orientações de três bispos de sua confiança dizendo para que proibisse os fieis católicos de deitar os olhos na Bíblia Sagrada. O tal documento existe. Descobriu-se que foi escrito por Pier Paolo Vergerio (1498 – 1565), um protestante que era grande inimigo da Igreja Católica. Foi entregue para especialistas de fora da Igreja para análise, e a conclusão a que chegaram foi que a história por trás do documento era totalmente falsa. A Igreja nunca proibiu que seus fieis tivessem acesso às Sagradas Escrituras. Porém… Houve, sim, uma proibição em particular.

Durante a Reforma Protestante, os reformadores fizeram traduções da Bíblia para o Vernáculo, e esta tradução foi alterada para se adequar à doutrina protestante, fazendo com que a Igreja caísse em descrédito. A Bíblia no Vernáculo chegou às mãos de inúmeros desavisados que se voltaram contra a Igreja baseados nas falsidades lá descritas, e fizeram com que o Papa tomasse uma atitude drástica: proibiu que os fieis católicos lessem a Bíblia NA TRADUÇÃO ERRADA. Graças a isso, começou-se a incentivar com mais vigor a leitura das Escrituras Sagradas entre os católicos. Como veem, muita coisa acaba exagerada e fantasiada, fazendo com que a Igreja Católica acabe mal na foto. Já perdi amigos – alguns até muito queridos pra mim – fazendo a defesa da Igreja, mas não estou disposto a parar. Se não acredita em mim, beleza, consulte quem pesquisou mais a fundo:
http://caiafarsa.wordpress.com/a-proibicao-da-biblia-e-os-tres-bispos/