terça-feira, 6 de setembro de 2011

Banda Melody - The Sisters Cunha


O Brasil, na minha opinião, não é nem de longe o melhor exemplo de contribuição para o cenário musical. Vários dos nossos nomes mais aclamados, assim como os Beatles e Justin Bieber, são supervalorizados e exagerados. As únicas exceções, até há pouco, eram Mamonas Assassinas, KLB e Os Seminovos. Mas Porto Alegre, fora do mundo católico, nunca tinha apresentado nada que agradasse verdadeiramente o autor deste blog… Até agora. Em março desse ano, quando entrei para a Famecos, conheci Alina Cunha, a primeira “sister”. Pouco depois descobri o talento vocálico dela, e pude comprovar que ela é verdadeiramente uma artista natural. Através dos vídeos dela em seu canal no YouTube descobri suas irmãs, Maitê e Taísi, as lead vocals da banda Melody.
Maitê e Taísi iniciaram já em caminho corrido para o topo. Quando a primeira tinha 12 anos e a segunda apenas nove, apareceram no programa global “Gente Inocente”, apresentado por Márcio García, no ano 2000. A duplinha interpretou “Mania de Você”, original de Pepê e Neném. As duas ainda fizeram diversos outros trabalhos vocálicos, principalmente na área publicitária. Tô dando um corridão na biografia porque senão o post fica enorme. Bom, as duas formaram a banda ao lado de Guiza Ribeiro, Cacá Lazzari e Bilo, com quem trabalham até hoje. Juntos conquistaram o prêmio Chance do Diário Gaúcho e o Empurrão Nova Schin da Rádio Atlântida e da Nova Schin (ah, vá!). Gravaram um EP (tô até agora sem saber o que cargas d`água é um “EP”) com quatro músicas. Mal eu tinha sabido da existência da banda, fui rapidamente baixar essas músicas. Pena que são só quatro, mas todas elas absolutamente maravilhosas. As duas irmãs mostraram desde cedo que são a nova potência da música gaúcha. Agora estão trabalhando em um novo EP de inéditas, com três faixas, “Cara de Pau”, “Hey Ho” e “Ladies Time”. Ao que tudo indica, o trabalho orquestrado pelo produtor Duca Leindecker não fará feio em relação aos temas já apresentados.
Fico com um certo receio de fazer tanta propaganda pra Melody, por causa de algumas semelhanças com… Adivinhem… Os Bee Gees. Confesso que até me dei conta de que elas existem (Por exemplo, a intro de “Dance, Dance, Dance” lembra um pouco a intro de “Can`t Keep a Good Man Down”, de 1976), principalmente pelo fato de Maitê e Taísi serem duas irmãs que cantam assustadoramente bem. A banda também se promove com covers excelentes, exatamente como os Bee Gees começaram nos anos cinquenta e sessenta. A própria Alina é um exemplo de semelhança, se fazendo de Andy Gibb pra não entrar no grupo. Claro, devo destacar que há a diferença de que a Alina, pelo menos, cogita essa possibilidade, diferente de Andy que fez o que fez sozinho e foi o primeiro a morrer. Meu dito receio é que me acusem de dizer que gosto delas apenas por isso, o que não é verdade. Jonas Brothers são semelhantes e eu não beijo o chão que eles pisam. Bom… Fico no aguardo pelas novas músicas, e confio totalmente na potencialidade das meninas. Tenho certeza de que, em pouco tempo, elas atingirão um patamar invejável na indústria fonográfica mundial. Sem puxação de saco.
Blog Na Estrada Com Melody: http://bandamelody.tumblr.com/

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A simplicidade de Deus


Uma vez eu estava voltando da PUCRS de ônibus, e algo me chamou a atenção. Um menino, deficiente mental, numa cadeira de rodas, junto com a mãe. Devia ter mais ou menos uns oito ou nove anos. Seria uma cena um tanto triste, em um aspecto geral, mas o que eu vi foi bem diferente. A mulher segurava um pacote de bolachas, que ele comia. Os dois riam gostosamente. Dado momento, o menino mordeu uma bolacha e estendeu o restante na direção da mãe. Comecei a pensar, inconscientemente, sobre o que os pró-abortistas falam sobre a possibilidade de abortar fetos que comprovadamente teriam alguma doença daquele tipo. Naquele dia, eu entendi uma coisa. Muitos atacam Deus quando seus filhos nascem assim, mas não percebem que são eles quem verdadeiramente mostram o Criador para o mundo. Uma criança nessas condições tem sentimentos sinceros, tanto a felicidade quanto o amor que demonstram para com os que convivem com eles. Se pudéssemos amar alguém do mesmo jeito que eles amam, o mundo seria bem melhor.
            Deus age com amor, sempre. Nós é que não temos a capacidade devida pra reconhecer isso. E pedimos sinais bizarros que Ele nunca vai dar, porque é na simplicidade da vida que está a resposta.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Amizade


Nas palavras do próprio Jesus Cristo: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”. Amizade é uma coisa muito interessante, sob vários aspectos. Amigos, na verdade, são os companheiros mais loucos que conseguiremos ao longo de toda a nossa vida. Com eles a gente passa as situações mais bizarras. Mas sem dúvida nenhuma, nada é prova de amizade mais evidente do que uma simples foto. Se tu quiser ter certeza de que alguma criatura é tua amiga, chame-a pra bater uma foto. A certeza é imediata: quanto mais estranha sair a foto, mais amigos vocês são. E por que isso acontece? Porque ao lado dos amigos você esquece de si mesmo. O que interessa é a alegria do momento e o impulso causado pela repentina falta de razão.
           A quem possa interessar, escrevi esse post durante uma cadeira de Técnicas Digitais, observando duas meninas ao meu lado loqueando com a WebCam do micro aqui do laboratório. Logicamente não vou dizer quem são, mas acho que elas vão se reconhecer rapidinho… Um viva para a amizade!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Reflexão sobre uma polêmica

Talvez eu não tenha a autoridade de um especialista pra dissertar sobre as coisas da Igreja, mas tenho estudo suficiente pra defender muita coisa. Hoje, por exemplo, estive pensando sozinho sobre algumas pessoas que questionam o motivo de os padres católicos não poderem se casar. Pra mim, que vivo dentro da Igreja (com todo o orgulho que acarreta), parece algo meio óbvio. A melhor explicação que eu já ouvi sobre isso veio do padre Tom, da Paróquia São Carlos de Porto Alegre. Baseado no que ele falou desenvolvi um pouco mais o raciocínio, e imaginei algumas situações.
Um padre ministra sacramentos (pastores não ministram sacramentos, mas eu não vou entrar no mérito deles). Alguns deles, em particular a Unção dos Enfermos e o Batismo, os obriga a ficar atentos a qualquer coisa que acontece, porque podem ser chamados a qualquer hora do dia ou da noite. Imagine, então, se o padre fosse casado. Determinada noite ele chega, cansado de um dia cheio, e encontra a esposa com a mesa posta, jantar pronto, velas, rosas e afins… Tudo pra fazê-lo relaxar e aproveitar um pouco o momento a sós. De repente, termina o jantar e os dois vão se curtir. E no auge da coisa, eis que toca o telefone:
-Padre, acabou de ter um acidente, uma pessoa tá quase morrendo e pediu que o senhor viesse dar a Unção dos Enfermos, rápido!!!!!!
Aí vai o padre com aquele dilema. Vai cumprir suas obrigações sacerdotais ou termina o serviço? Aliás, aqui vale outro ponto em relação a esse dilema. Os médicos passam pela mesma coisa e podem se casar. Rá! Tomem, católicos! Rrsrsrsrss, calma que não é por aí. Não sei a estatística exata, mas acho que devem existir uns dez médicos pra cada padre. Tendo um monte de gente pra fazer o mesmo serviço, inclusive na mesma área, facilita muito a vida. Além disso, eles tem períodos específicos pra fazer seu trabalho, fora os imprevistos que com certeza devem acontecer. A vida do padre, no entanto, é muito incerta. A qualquer momento ele pode ser chamado pra mudar de paróquia. Seria um inferno se tivesse uma família.
Problemas da paróquia + problemas com a família. Uma combinação que deixaria qualquer um, no mínimo, com vontade de se jogar da ponte. Imagina se o padre tá no meio da missa, consagrando a Eucaristia, e de repente alguém entra correndo pra ele e diz:
-Padre, o teu filho caiu da escada e quebrou a perna!
            De boa, não tem como. Há quem defenda que a Igreja começou com isso de que os padres não podem se casar na Idade Média, pra impedir que suas riquezas fossem passadas pra descendentes que não seguissem o caminho da Igreja. Se é ou não é verdade, sinceramente, não me interessa. Hoje, a realidade é muito diferente. E acaba fazendo muito mais sentido assim. No dia em que um Papa vier dizer que o casamento dos padres tá liberado, penso eu, vai dar uma dor de cabeça generalizada que vai comprometer seriamente o futuro da Igreja Católica.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Reflexão filosófica do dia

          Disse Mário Quintana certa vez: “O segredo não é correr atrás das borboletas, é cuidar do jardim para que elas venham até você”. O que ele esqueceu de explicar é o seguinte: o que fazemos quando as borboletas vem, nos encantam com sua beleza e graciosidade, e depois vão embora como se nada tivesse acontecido?

domingo, 3 de julho de 2011

Destruidora de Corações

Já que eu abri o fim-de-semana com uma música que expressava bem um sentimento pessoal, nada mais justo do que encerrá-lo com outra. É sempre um fator de risco, mas creio que o coração é um simples espelho de si mesmo. Posso dissertar sobre isso um monte, mas fica pra outro post.

HEARTBREAKER – (Originalmente para Dionne Warwick, 1982, versão gravada por Bee Gees em 2002)

-Eu tenho que dizê-lo e é difícil pra mim
Você me fez chorar como eu nunca pensei que faria
Amor é acreditar, mas você me decepcionou
Como posso te amar quando você não está por perto?
E eu
Chego à manhã e você nunca chama
Amor deveria ser tudo ou nada
E não importa o que quer que você faça
Eu fiz uma vida em te amar
Apenas para descobrir que cada sonho que sigo está morrendo
Estou chorando na chuva
Eu poderia estar procurando no mundo por um amor eterno
E sem sentir dor
Quando nos encontraremos de novo?

-Por que você tem que ser uma destruidora de corações?
Essa é uma lição que nunca aprenderei?
Tenho que sair desse feitiço sob o qual estou
Meu amor por você
Por que você tem que ser uma destruidora de corações?
Quando eu estava sendo tudo o que querias que eu fosse
De repente tudo o que eu sempre quis passou por mim
Este mundo pode acabar
Não você e eu

-Meu amor é mais forte que o universo
Minha alma está chorando por ti, e isso não pode ser mudado
Você fez as regras e não pôde ver
Você fez uma vida em me ferir
Fora da minha mente, estou realizado pelo poder do teu amor
Diga-me, quando poderemos tentar?
Ou deveríamos dizer adeus?

-Por que você tem que ser uma destruidora de corações?
Essa é uma lição que nunca aprenderei?
Tenho que sair desse feitiço sob o qual estou
Meu amor por você
Por que você tem que ser uma destruidora de corações?
Quando eu estava sendo tudo o que querias que eu fosse
            De repente tudo o que eu sempre quis passou por mim

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Por Quem Os Sinos Tocam

Pode ser que eu esteja exagerando ou fantasiando algo que não existe, mas devo dizer que, depois dessa sexta-feira, nada consegue expressar melhor o que sinto do que essa música. Mais uma vez, os Bee Gees falam por mim. Mas dessa vez, não se trata de tietagem de fã, mas de algo realmente concreto.

FOR WHOM THE BELL TOLLS (Size Isn`t Everything; 1993)

-Eu tropeço na noite, nunca soube como realmente poderia ter sido
Você não está mais lá para aparar minha queda
A agonia por sua causa, cedi tudo a você mas não poderia viver até o fim
Eu nunca percebi os sinais, você é a última a perceber que o amor é cego
Todas as lágrimas e os anos turbulentos quando eu não poderia esperar por ninguém
Não parei para olhar pra mim mesmo e me ver te perdendo

-Quando o coração solitário se quebra é aquele que o abandona
É o sonho que roubamos
E eu sinto mais sua falta do que o fogo que vai rugir
Há um buraco em minha alma
Pra você é adeus, pra mim é chorar
Por quem os sinos tocam

-Vi você em uma revista, uma foto numa festa onde você não deveria estar
No meio dos braços de outro alguém
Ainda estou apaixonado por ti, você não voltará para o seu pequeno e triste garoto?
Eu venho a sentir por dentro, esse precioso amor nunca foi meu
Agora eu sei, um pouco tarde demais, que eu não poderia viver sem você
No escuro ou na ampla luz do dia, eu prometo que estarei lá

-Quando o coração solitário se quebra é aquele que o abandona
É o sonho que roubamos
E eu sinto mais sua falta do que o fogo que vai rugir
Há um buraco em minha alma
Pra você é adeus, pra mim é chorar
Por quem os sinos tocam

-Agora eu sei que existirão momentos como esse em que eu não poderei estender a mão a ninguém
Eu nunca encontrarei ninguém que me conheça como você me conhece
Você está me deixando, uma criança indefesa, quando demorou muito pra me salvar
Lute contra o demônio e as profundezas do mar azul, eu te seguirei a qualquer lugar
Eu prometo que estarei lá

-Quando o coração solitário se quebra é aquele que o abandona
É o sonho que roubamos
E eu sinto mais sua falta do que o fogo que vai rugir
Há um buraco em minha alma
Pra você é adeus, pra mim é chorar
            Por quem os sinos tocam