sábado, 3 de dezembro de 2016

Será que os Simpsons realmente previram o acidente com a Chapecoense?



Episódio 9 da quinta temporada
“The Last Temptation of Homer”
Exibido em nove de dezembro de 1993

Trecho: Burns demite o seu Supervisor de Vazamentos Perigosos, e precisa substituí-lo por alguém que não lhe custe tanto dinheiro. O estrangeiro presumivelmente russo Zatroy é integrado ao corpo de funcionários. Seu trabalho é dar duro todo dia em troca de “um centavo reluzente”. Nesse ínterim agentes do Ministério do Trabalho invadem a usina e acusam Burns de usar estrangeiros ilegais em trabalhos forçados na usina. É revelado que durante as buscas foi encontrado um time de futebol brasileiro trabalhando dentro do reator. Burns se justifica dizendo que o avião deles caiu em seu quintal.

Time de futebol brasileiro (Chapecoense) – avião caiu numa terra que não lhes pertencia (terra estrangeira; fora do Brasil) – estão presos em trabalhos forçados e não podem voltar pra casa (eufemismo pra “estão mortos”). Seria isso uma previsão?

NÃO, NÃO SERIA!

Já não é a primeira vez que o programa “The Simpsons” é citado como tendo feito alguma previsão estupenda, sendo que a grande maioria já foi desmistificada ou até mesmo derrubada. Copa do Mundo, Vitória de Trump nas eleições presidenciais, Ebola, Onze de Setembro… Todas elas. Vou dedicar um pouco de tempo sobre essa nova “previsão” e mostrar o outro lado da coisa.


Como dito, este episódio foi ao ar em nove de dezembro de 1993. A data é importante mais pra frente. O foco é destacar o seguinte ponto: Burns estava sendo investigado por manter imigrantes ilegais na usina nuclear. O primeiro absurdo satírico é o próprio Zutroy, o russo que Burns descreve como sendo “tão americano quanto a torta de maçã”. Por que um russo e não um mexicano ou qualquer outro latino? Penso eu que foi simplesmente porque esssa piada pode ser explorada de outra maneira. Lembremos dos latinos ilegais. Sempre que alguém fala nisso imediatamente vem à mente os mexicanos, só que os latinos se estendem pra bem mais ao sul. O que seria absurdo nesse caso? Um grupo inteiro de latinos sendo mantidos ilegalmente na usina. Um grupo grande, como um time de futebol? Sim, é suficiente pra essa piada. Então, um time de futebol de latinos, que país vem à mente? Brasil, é claro. Por essa perspectiva, um time de futebol brasileiro sendo mantido ilegalmente pelo Sr. Burns na usina nuclear parece mais claro.

Mas por que um avião?

Vamos imaginar por um instante que isso realmente seja digno de nota. Um homem como Burns não teria interesse num grupo assim a menos que caísse direto no seu quintal. Mas não foi exatamente o que ele disse? “Caiu no meu quintal”. O que ele poderia fazer nesses casos? Avisar as autoridades ou aproveitar a mão de obra praticamente gratuita. E o próprio episódio mostra o que Burns fez.

É uma teoria ridícula? Sim, é forçadamente ridícula, mas ainda é melhor do que aceitar uma ideia ainda mais estapafúrdia que é a “previsão do futuro”. Sem contar outro detalhe: as pessoas estão esquecendo outra coisa que aconteceu naquele ano de 1993, mais precisamente em 27 de abril: a queda do avião que matou a Seleção da Zâmbia. Cada episódio de “The Simpsons” leva seis meses pra ficar pronto, então o programa que foi ao ar em nove de dezembro deve ter sido começado pelo menos em maio. Não seria então uma forma de lembrança aos mortos da Zâmbia? Pouco provável, mas ainda mais possível do que “previsão do futuro”.


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Jogos da minha infância

Esses dias eu parei pra pensar nos jogos que eu jogava antes de me interessar em trabalhar com essa temática, e percebi que eu não tinha uma biblioteca muito variada até um tempo atrás. Em parte por questão financeira, em parte por ainda não entender direito como a internet funcionava. Tive alguns nomes, e acredito que foi uma pitada de sorte que fez com que quase todos eles fossem bons e me troxessem boas lembranças.
Tive um console daqueles que tentam imitar algum mix da Nintendo com a Sony em oito bits e vem com pretensos um milhão de jogos (que na verdade são variações sutis dos mesmos jogos), e dentre eles vinha o “Super Mario Bros” clássico. Um dos maiores arrependimentos da minha vida foi ter me desfeito desse console, fico triste só de lembrar. Nunca zerei o “Super Mario Bros”, sempre travava nas primeiras fases do último mundo, mas me diverti por boas horas ali. Descobri sozinho as Warp Zones e alguns segredos de fase.
Um amigo que eu tinha me deu de presente o “Dracula II” e o “Hitman: Silent Assassin”. O “Dracula II” era muito legal, mas eu não sou muito de jogos de terror e suspense já que eu sou muito medroso. O jogo vinha em dois CD`s e eu nunca conseguia fazer o segundo CD funcionar direito. Já na primeira cutscene travava e eu não podia dar sequência. Já o “Hitman: Silent Assassin” foi talvez o jogo que eu mais aproveitei durante a minha infância. Zerei várias vezes, voltava algumas vezes pra repetir minhas fases favoritas, de vez em quando testava alguns cheats só pelo prazer da bagunça. Me apaixonei demais pela franquia e sonho um dia poder levá-la inteira pra Gaming Room em alguma oportunidade, desde o primeiro até o último.
O primeiro jogo que comprei com meu próprio dinheiro foi “Midnight Nowhere”, e apesar do que eu disse sobre jogos de suspense e terror, tive momentos ótimos com esse jogo. Mas só até o fim da primeira parte, pois depois disso eu fiz alguma coisa errada na gameplay e não consegui mais avançar. O curioso com este jogo é que eu nunca mais consegui instalá-lo em nenhum sistema mais recente, seja Windows 7 ou Windows 10. Só funcionou de verdade no Windows XP, e eu não entendo isso até hoje.
Outro jogo que fez parte dessa época foi “Mini Car Racing”, e é interessante eu falar porque é um joguinho bem simples, mas que vicia de verdade. Aqueles mini carrinhos em alta velocidade se destruindo pela pista. É até hoje um dos melhores jogos que eu tenho.
Criar a Gaming Room junto com o Henrique foi um fator importantíssimo pra eu resgatar essa nostalgia e descobrir o que eu quero fazer dentro do Jornalismo. Quero descobrir mais jogos sensacionais como esses e ajudar outros gamers a conhecê-los também. O bom de eu e o Henrique termos bibliotecas tão diferentes é justamente isso, poder ampliar nossos campos de busca, e isso me anima demais a continuar produzindo conteúdo pro canal. Então que venham os jogos!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Oração pelo Combate ao Desespero

Livra-nos, Senhor, das garras da vaidade e do egoísmo. Dai-nos a graça de saber levar a verdade do Evangelho mantendo a misericórdia e a piedade. Acendei em nós a luz inspiradora do vosso divino Espírito, guia eterno da humanidade. Mostrai ao mundo a força e a benevolência da tua Palavra e a verdade que liberta.
Virgem Maria, mãe de Deus e da Igreja, ensinai a virtude da paciência e a sabedoria da humildade. Guiai teus filhos despreparados e leva-os ao teu filho salvador. Rainha do Céu, cubra o mundo com seu manto e ensina-nos a ser verdadeiros seguidores de Jesus Cristo.
Santos e Santas, que em vida mostraram como seguir o Evangelho, sejam nossa inspiração diante das dificuldades diárias. Que suas vidas, suas rotinas, seus escritos e suas ações não nos deixem esquecer do Deus que procuramos diariamente. Não busquemos a salvação em pessoas, mas no Criador e único Deus que vocês adoraram e pregaram ao mundo.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Gaming Room



No semestre passado, enquanto cursava cadeira de Administração em Jornalismo sob a tutela da Profa. Ana Cecília, recebi a notícia de que o trabalho de conclusão da cadeira era criar um projeto de empreendedorismo relacionado à comunicação. Paralelo a isso, um colega meu chamado Felipe sugeriu que eu investisse na criação de uma agência de comunicação relacionada ao Jornalismo Gamer, que é bastante primário e falho no Brasil. Me juntei ao meu amigo e sócio Henrique e criamos a Agência de Comunicação Gaming Room, que lançamos como um canal no YouTube com vídeos de análises e gameplays. Hoje ainda somos obviamente pequenos, mas estou pronto pra dizer que é isso o que eu quero pra mim como carreira.
Nossa equipe conta atualmente com quatro pessoas, ainda descobrindo como dar os primeiros passos. Mas quanta coisa já fizemos até agora! Até esta data estamos com 20 vídeos no ar, conseguindo manter a média de um vídeo por semana. Temos página oficial no Facebook e um blog abastecido com a mesma frequência. Nossa primeira entrevista foi com o FunkyBlackCat, o maior YouTuber de Porto Alegre e – provavelmente – da Região Sul. Jornalistas especializados da área já olharam pra nós. Não estamos nada mal pra quem ainda não tem meio ano de vida. Este é só o começo. Queremos fazer história. AVANTE, GAMING ROOM!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O problema do Bairrismo



Sou gaúcho. Tenho muito orgulho em dizer que sou desta terra. Nascido e criado em Porto Alegre. Amo minha bandeira e meu hino. Tomo chimarrão com gosto e não dispenso um bom churrasco. Sei onde fica o Alegrete e recomendo os chocolates de Gramado e Canela pra todo mundo. Mas existe uma coisa no Rio Grande do Sul que, sinceramente, é um problema sério. Sim, sou gaúcho e sou contra o Bairrismo.
Bairrismo, pra quem não está acostumado com o termo, é o excesso de amor pela terra-mãe, a ponto de ser quase um fanatismo. Uma grande parte dos meus conterrâneos sente verdadeira obsessão pelo Estado dito o melhor do Brasil. E nenhuma pessoa dotada de um mínimo bom senso pode fazer um comentário neutro ou mesmo de zoeira sem ser automaticamente chamado de “paulista”. Seja em qualquer área, mais visivelmente em esportes e política.
Durante muito tempo, principalmente em época de eleição presidencial, tenho que aguentar um outro nível de bairrismo: os separatistas. Aqueles que pregam que o Rio Grande do Sul deveria se separar do Brasil e virar um país independente. De novo. Entre 11 de setembro de 1836 e 1º de março de 1845 fomos país independente, tomamos no cu e voltamos com o rabinho entre as pernas. Duvido que fizéssmos melhor hoje. Precisamos do Brasil tanto ou mais do que eles precisam de nós.
Vamos ser bem claros. Amo meu Estado e sinto muito orgulho em ser gaúcho. Só que eu não vou de forma alguma alinhar com essa linha de gaúchos que botam o Rio Grande do Sul no lugar de Deus. A única coisa que isso ocasiona é o pessoal lá de cima torcendo o nariz toda vez que dizemos nosso lugar de origem. Somos um Estado igual a qualquer outro e não podemos nos permitir tamanha arrogância de realmente acreditar que estamos tão acima de alguém.
Porém…


NÓS TEMOS SKIN NO MORTAL KOMBAT X E VOCÊS NÃO!!!!! CHUPA!!!!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Resenha do CD "Nós", da Melody

"Nós" - a primeira grande reunião de inéditas do sexteto

Finalmente, chegou a época de apreciarmos o trabalho mais esperado pelos fãs da banda Melody, o primeiro CD! Aqueles fãs que tiraram o escorpião do bolso durante a arrecadação do ano passado – dentre os quais este que vos fala – receberam ontem, último dia do mês de março, o link do filhote em mídia digital, que será disponibilizado ao público na próxima Quinta-Feira Santa. Esta é a preparação pra vinda da obra de arte em mídia física, em data ainda não divulgada. Resolvi, portanto, fazer minha própria análise sobre as 12 faixas e dizer minhas impressões pessoais. Lembrando que comentário crítico não é forçosamente uma ofensa, e tudo é questão de gosto pessoal.

1-A MAIS PEDIDA
Três músicas deste álbum já eram conhecidas anteriormente, por divulgação prévia. “A Mais Pedida” foi escolhida como faixa de trabalho, sendo talvez a que mais foi utilizada nesses últimos tempos como cartão de visita da Melody. E é uma música boa, apesar de não competir com os melhores trabalhos da banda. A letra é curiosa. Por alguma razão estranha, o pano de fundo é algo bastante utilizado no funk feminino, como ressaltado por Leon Martins em alguma de suas reflexões diárias: a imagem da mulher contemporânea como superior e inatingível, com uma vaidade inconsciente e um gigantesco pé na arrogância. A faixa acabou sendo clipada e o resultado foi, na minha opinião, simplesmente grotesco. Se precisarem de alguma referência, é só lembrar o marketing que a Ubisoft fez no ano anterior ao lançamento de “Watch Dogs” e comparar com o jogo completo. Foi bom? Sim, muito, mas não foi tudo o que prometeram.

2-COMO ANTES
É uma agradável volta às origens da banda. Instrumental simples e um destaque vocálico fantástico. Não são poucos no mundo da música que falam sobre perdas e ganhos, mas mesmo assim a Melody provou que ainda é uma excelente contadora de histórias. “Como Antes” é a verdadeira essência, comparável apenas com o que foi feito lá atrás em “A História de Nós Dois”. É uma faixa excelente por si só, e daquelas que valem ser ouvidas várias e várias vezes.

3-MENINAS DE ATITUDE
(Este álbum vai ter um especial de 25 anos de lançamento e eu ainda não vou ter aprendido a diferenciar a voz da Taísi da voz da Maitê) Apesar do título, a protagonista de “Meninas de Atitude” é comparativamente mais humilde do que em “A Mais Pedida”. Essa música é bem mais a cara da Melody levando em conta tudo o que a banda já tinha mostrado em produções anteriores. “Meninas de Atitude” é simplesmente fantástica, tem uma vibe muito atraente e as gurias mostraram um progresso vocálico surpreendente. Sinto muito mais maturidade somada ao que elas já possuíam. E vale um destaque especial ao Bilo, o baixo tá incrível!

4-DESTINY
Podemos resumir “Destiny” em uma única palavra: hipnotizante. É muito simples, em termos, criar uma música que seja boa, mas precisa ser gênio pra criar uma música que tenha sua própria atmosfera. Aquela que realmente te desliga da realidade. “Destiny” deveria ter sido o carro-chefe desse álbum, na minha opinião.

5-LET`S GO! DANCE!
Hum… Encontrei a primeira falha do CD. O início já não tava me soando bem, mas o que veio depois foi curioso. Ouvi a faixa inteira com aquela impressão de “já ouvi isso antes”, até que depois me veio o estalo: forçando um pouco de imaginação, a base dessa música é parecida com “Ne Bouge Pas”, da Celine Dion, que também não foi um bom trabalho dela.

6-PRETTY LITTLE GIRL
Tudo o que eu disse sobre “Destiny” pode ser aplicado nessa faixa também. Que música linda! Me fez lembrar da época em que eu ia nas festas de 15 anos das minhas amigas e fugia pra algum canto tomar água (sou abstêmio, antes que alguém pergunte) e ficar olhando ou a pista de dança ou alguma janela vazia. Só uma coisa me deixou intrigado: quem é a loira citada na música?

7-QUANDO VOCÊ CHEGAR
Essa ficou estranha. É a primeira vez que percebo tamanho desequlíbrio harmônico em uma música da Melody. Aquela beleza característica que sempre sai da fusão entre vozes e instrumentos ficou perdida aqui.

8-FEITOS UM PRO OUTRO
“Nossos corpos fazem mágica quando se encontram…”, eu vi o que vocês fizeram aí! Hahahahahahahahaha! Ah, enfim… Eu falei em “Como Antes” que a Melody ainda é uma excelente contadora de histórias, e “Feitos Um Pro Outro” só confirmou meu pensamento. Um ótimo tema romântico, uma melodia suave e bem distribuída em todos os pontos. Minha única crítica negativa é aquele velho som de dedo arranhando em corda que dá pra ouvir lá no centro do cérebro.

9-POUCO PRA MIM
Não tenho a menor ideia se foi intencional ou não, mas eu gostei muito desse lado mais puxado pro jazz. A Melody tá conseguindo se superar cada vez mais em faixas românticas, o que já é algo natural devido a sua própria formação de três casais. Ou seja, inspiração não vai faltar faça a proteção e deixa a noite te levar. Com certeza um dos maiores acertos do álbum e da própria carreira da banda.

10-SUMMER DAYS
Uma coisa que falta muito hoje em dia são músicas que não sejam somente boas, mas que sejam também divertidas. Quantos artistas existem hoje que sabem aproveitar a música como aquilo que ela realmente representa? “Summer Days” é exatamente isso, uma faixa boa e divertida. Se um dia perguntarem minha opinião, era essa faixa que merecia um verdadeiro clipe.

11-NÃO VÁ
Pra ser bem sincero, não tenho elogios pra essa faixa. Só que dessa vez vou me abster das críticas uma vez que tenho quase certeza de que ela vai ser uma das preferidas da maior parte dos melodies.

12-SONHO
Quero as cifras dessa faixa na minha mesa em cinco minutos. E posso dizer sem ser puxa-saco que essa é oficialmente A MELHOR MÚSICA DA MELODY! Poesia maravilhosa, melodia inacreditavelmente linda, abertura sensacional, tudo 100% excelente! Quem quer que tenha organizado essa soundtrack, merece um bombom de chocolate por ter tido a genialidade de deixar o melhor pro final.

ÁLBUM “NÓS” – IMPRESSÕES GERAIS
 A Melody está pronta pro mundo. Este primeiro CD é uma prova concreta de que o grupo sabe o que fazer e sabe como fazer. São artistas como eles que ainda tem chance de salvar a música nacional. Claro que, uma vez que o cenário musical está sempre em transição, é óbvio que ainda teremos várias progressões a esperar, mas tive quatro anos pra aprender a confiar no trabalho deles. Eu acredito na Melody. Gostei muito do que ouvi e estou particularmente ansioso pra poder ter a mídia física em mãos.

sábado, 1 de novembro de 2014

O dia em que fui staff da Melody

Quem me conhece de perto – ou mesmo quem para pra ler meu blog – sabe o quanto sou fã desse sexteto MARAVILHOUSER chamado Melody. E como tal não poderia deixar de registar a longa madrugada do primeiro dia de novembro, onde eu e minha namorada Rebeca realizamos um almejo particular: fomos “infiltrados” como membros da equipe e assistimos a um show inteiro do grupo na lateral do palco, junto ao backstage. Muito foda, pra dizer o mínimo.
Antes de tudo, há de ser explicado que o convite não foi barato (falo mesmo!). Há algum tempo o grupo abriu financiamento coletivo pra juntar fundos a fim de gravar seu primeiro CD. Cada nível de pagamento equivalia a uma recompensa. Eu e a Rebeca nos juntamos por um único nível cuja recompensa encheu nossos olhos: ser membro da Melody por um dia. CD`s autografados assim que prontos, passagem pro soundcheck do dia, e o show assistido pelo corredor lateral do Opinião (aprendi no dia: um ótimo lugar pra assistir e um péssimo lugar pra tirar foto). Como já é tradicional de fã, ao ter esse tipo de encontro com um artista em algum tipo de admiração, se leva um presente. Nós queríamos fazê-lo, mas o que dar? Pra quem tem conta na Steam, há um software chamado “Manga Maker ComiPo!”, que é basicamente uma plataforma de criação livre em estilo mangá. No dia em que eu o comprei e recebi, fiz alguns testes pra aprender a mexer, e no meio do processo acabei tendo uma ideia. Em pouco mais de uma hora, saiu esta imagem:



Lembrando que o Manga Maker é bem básico e bem limitado, ainda que muito excelente pra fazer muita coisa. Graças a isso eu tive que fazer parecido e não igual – com o agravante de que precisei fazer um ode ao cabelo antigo da Alina, já que não tive como fazer o estilo “cabeceei-uma-aquarela” que ela usa atualmente. Mas sei lá. Eu achei bonitinho. E eles também gostaram, o que foi show de bola.



Entregamos o presente durante a soundcheck feita na tarde do dia 31 de outubro. Digo soundcheck por simples termo, já que acabou sendo algo próximo de um show privado. Dois pedidos nossos – “Let it Go” e “Lady Marmelade” – foram interpretados, e não havia mais ninguém lá a não ser nós e a equipe técnica. Horas depois, já dentro da madrugada de sábado, voltamos ao Opinião pra parte mais importante: The Concert. Estar no camarim, assistindo à preparação dos seis e impregnados do ambiente descontraído e leve, foi tudo indescritível. Acompanhá-los no corredor lateral foi algo único. Pra um amador da música, como eu, foi com certeza mais do que especial poder ver a parte que um fã normalmente ignora.
Cabe aqui um agradecimento, não só aos próprios Bilo, Cacá, Guiza, Taísi, Alina e Maitê, mas também ao Ataliba, que foi um verdadeiro profissional comigo e com a Rebeca, e nos deixou bem à vontade e bem orientados em todos os momentos. Posso dizer sem dúvida que a Melody tem uma mão excelente tendo-o como produtor. E de resto, não tem muita coisa que essa banda possa fazer pra me deixar mais feliz enquanto fã.
Quem sabe, outra regravação dos Bee Gees…