terça-feira, 11 de outubro de 2016

Jogos da minha infância

Esses dias eu parei pra pensar nos jogos que eu jogava antes de me interessar em trabalhar com essa temática, e percebi que eu não tinha uma biblioteca muito variada até um tempo atrás. Em parte por questão financeira, em parte por ainda não entender direito como a internet funcionava. Tive alguns nomes, e acredito que foi uma pitada de sorte que fez com que quase todos eles fossem bons e me troxessem boas lembranças.
Tive um console daqueles que tentam imitar algum mix da Nintendo com a Sony em oito bits e vem com pretensos um milhão de jogos (que na verdade são variações sutis dos mesmos jogos), e dentre eles vinha o “Super Mario Bros” clássico. Um dos maiores arrependimentos da minha vida foi ter me desfeito desse console, fico triste só de lembrar. Nunca zerei o “Super Mario Bros”, sempre travava nas primeiras fases do último mundo, mas me diverti por boas horas ali. Descobri sozinho as Warp Zones e alguns segredos de fase.
Um amigo que eu tinha me deu de presente o “Dracula II” e o “Hitman: Silent Assassin”. O “Dracula II” era muito legal, mas eu não sou muito de jogos de terror e suspense já que eu sou muito medroso. O jogo vinha em dois CD`s e eu nunca conseguia fazer o segundo CD funcionar direito. Já na primeira cutscene travava e eu não podia dar sequência. Já o “Hitman: Silent Assassin” foi talvez o jogo que eu mais aproveitei durante a minha infância. Zerei várias vezes, voltava algumas vezes pra repetir minhas fases favoritas, de vez em quando testava alguns cheats só pelo prazer da bagunça. Me apaixonei demais pela franquia e sonho um dia poder levá-la inteira pra Gaming Room em alguma oportunidade, desde o primeiro até o último.
O primeiro jogo que comprei com meu próprio dinheiro foi “Midnight Nowhere”, e apesar do que eu disse sobre jogos de suspense e terror, tive momentos ótimos com esse jogo. Mas só até o fim da primeira parte, pois depois disso eu fiz alguma coisa errada na gameplay e não consegui mais avançar. O curioso com este jogo é que eu nunca mais consegui instalá-lo em nenhum sistema mais recente, seja Windows 7 ou Windows 10. Só funcionou de verdade no Windows XP, e eu não entendo isso até hoje.
Outro jogo que fez parte dessa época foi “Mini Car Racing”, e é interessante eu falar porque é um joguinho bem simples, mas que vicia de verdade. Aqueles mini carrinhos em alta velocidade se destruindo pela pista. É até hoje um dos melhores jogos que eu tenho.
Criar a Gaming Room junto com o Henrique foi um fator importantíssimo pra eu resgatar essa nostalgia e descobrir o que eu quero fazer dentro do Jornalismo. Quero descobrir mais jogos sensacionais como esses e ajudar outros gamers a conhecê-los também. O bom de eu e o Henrique termos bibliotecas tão diferentes é justamente isso, poder ampliar nossos campos de busca, e isso me anima demais a continuar produzindo conteúdo pro canal. Então que venham os jogos!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Oração pelo Combate ao Desespero

Livra-nos, Senhor, das garras da vaidade e do egoísmo. Dai-nos a graça de saber levar a verdade do Evangelho mantendo a misericórdia e a piedade. Acendei em nós a luz inspiradora do vosso divino Espírito, guia eterno da humanidade. Mostrai ao mundo a força e a benevolência da tua Palavra e a verdade que liberta.
Virgem Maria, mãe de Deus e da Igreja, ensinai a virtude da paciência e a sabedoria da humildade. Guiai teus filhos despreparados e leva-os ao teu filho salvador. Rainha do Céu, cubra o mundo com seu manto e ensina-nos a ser verdadeiros seguidores de Jesus Cristo.
Santos e Santas, que em vida mostraram como seguir o Evangelho, sejam nossa inspiração diante das dificuldades diárias. Que suas vidas, suas rotinas, seus escritos e suas ações não nos deixem esquecer do Deus que procuramos diariamente. Não busquemos a salvação em pessoas, mas no Criador e único Deus que vocês adoraram e pregaram ao mundo.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Gaming Room



No semestre passado, enquanto cursava cadeira de Administração em Jornalismo sob a tutela da Profa. Ana Cecília, recebi a notícia de que o trabalho de conclusão da cadeira era criar um projeto de empreendedorismo relacionado à comunicação. Paralelo a isso, um colega meu chamado Felipe sugeriu que eu investisse na criação de uma agência de comunicação relacionada ao Jornalismo Gamer, que é bastante primário e falho no Brasil. Me juntei ao meu amigo e sócio Henrique e criamos a Agência de Comunicação Gaming Room, que lançamos como um canal no YouTube com vídeos de análises e gameplays. Hoje ainda somos obviamente pequenos, mas estou pronto pra dizer que é isso o que eu quero pra mim como carreira.
Nossa equipe conta atualmente com quatro pessoas, ainda descobrindo como dar os primeiros passos. Mas quanta coisa já fizemos até agora! Até esta data estamos com 20 vídeos no ar, conseguindo manter a média de um vídeo por semana. Temos página oficial no Facebook e um blog abastecido com a mesma frequência. Nossa primeira entrevista foi com o FunkyBlackCat, o maior YouTuber de Porto Alegre e – provavelmente – da Região Sul. Jornalistas especializados da área já olharam pra nós. Não estamos nada mal pra quem ainda não tem meio ano de vida. Este é só o começo. Queremos fazer história. AVANTE, GAMING ROOM!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O problema do Bairrismo



Sou gaúcho. Tenho muito orgulho em dizer que sou desta terra. Nascido e criado em Porto Alegre. Amo minha bandeira e meu hino. Tomo chimarrão com gosto e não dispenso um bom churrasco. Sei onde fica o Alegrete e recomendo os chocolates de Gramado e Canela pra todo mundo. Mas existe uma coisa no Rio Grande do Sul que, sinceramente, é um problema sério. Sim, sou gaúcho e sou contra o Bairrismo.
Bairrismo, pra quem não está acostumado com o termo, é o excesso de amor pela terra-mãe, a ponto de ser quase um fanatismo. Uma grande parte dos meus conterrâneos sente verdadeira obsessão pelo Estado dito o melhor do Brasil. E nenhuma pessoa dotada de um mínimo bom senso pode fazer um comentário neutro ou mesmo de zoeira sem ser automaticamente chamado de “paulista”. Seja em qualquer área, mais visivelmente em esportes e política.
Durante muito tempo, principalmente em época de eleição presidencial, tenho que aguentar um outro nível de bairrismo: os separatistas. Aqueles que pregam que o Rio Grande do Sul deveria se separar do Brasil e virar um país independente. De novo. Entre 11 de setembro de 1836 e 1º de março de 1845 fomos país independente, tomamos no cu e voltamos com o rabinho entre as pernas. Duvido que fizéssmos melhor hoje. Precisamos do Brasil tanto ou mais do que eles precisam de nós.
Vamos ser bem claros. Amo meu Estado e sinto muito orgulho em ser gaúcho. Só que eu não vou de forma alguma alinhar com essa linha de gaúchos que botam o Rio Grande do Sul no lugar de Deus. A única coisa que isso ocasiona é o pessoal lá de cima torcendo o nariz toda vez que dizemos nosso lugar de origem. Somos um Estado igual a qualquer outro e não podemos nos permitir tamanha arrogância de realmente acreditar que estamos tão acima de alguém.
Porém…


NÓS TEMOS SKIN NO MORTAL KOMBAT X E VOCÊS NÃO!!!!! CHUPA!!!!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Resenha do CD "Nós", da Melody

"Nós" - a primeira grande reunião de inéditas do sexteto

Finalmente, chegou a época de apreciarmos o trabalho mais esperado pelos fãs da banda Melody, o primeiro CD! Aqueles fãs que tiraram o escorpião do bolso durante a arrecadação do ano passado – dentre os quais este que vos fala – receberam ontem, último dia do mês de março, o link do filhote em mídia digital, que será disponibilizado ao público na próxima Quinta-Feira Santa. Esta é a preparação pra vinda da obra de arte em mídia física, em data ainda não divulgada. Resolvi, portanto, fazer minha própria análise sobre as 12 faixas e dizer minhas impressões pessoais. Lembrando que comentário crítico não é forçosamente uma ofensa, e tudo é questão de gosto pessoal.

1-A MAIS PEDIDA
Três músicas deste álbum já eram conhecidas anteriormente, por divulgação prévia. “A Mais Pedida” foi escolhida como faixa de trabalho, sendo talvez a que mais foi utilizada nesses últimos tempos como cartão de visita da Melody. E é uma música boa, apesar de não competir com os melhores trabalhos da banda. A letra é curiosa. Por alguma razão estranha, o pano de fundo é algo bastante utilizado no funk feminino, como ressaltado por Leon Martins em alguma de suas reflexões diárias: a imagem da mulher contemporânea como superior e inatingível, com uma vaidade inconsciente e um gigantesco pé na arrogância. A faixa acabou sendo clipada e o resultado foi, na minha opinião, simplesmente grotesco. Se precisarem de alguma referência, é só lembrar o marketing que a Ubisoft fez no ano anterior ao lançamento de “Watch Dogs” e comparar com o jogo completo. Foi bom? Sim, muito, mas não foi tudo o que prometeram.

2-COMO ANTES
É uma agradável volta às origens da banda. Instrumental simples e um destaque vocálico fantástico. Não são poucos no mundo da música que falam sobre perdas e ganhos, mas mesmo assim a Melody provou que ainda é uma excelente contadora de histórias. “Como Antes” é a verdadeira essência, comparável apenas com o que foi feito lá atrás em “A História de Nós Dois”. É uma faixa excelente por si só, e daquelas que valem ser ouvidas várias e várias vezes.

3-MENINAS DE ATITUDE
(Este álbum vai ter um especial de 25 anos de lançamento e eu ainda não vou ter aprendido a diferenciar a voz da Taísi da voz da Maitê) Apesar do título, a protagonista de “Meninas de Atitude” é comparativamente mais humilde do que em “A Mais Pedida”. Essa música é bem mais a cara da Melody levando em conta tudo o que a banda já tinha mostrado em produções anteriores. “Meninas de Atitude” é simplesmente fantástica, tem uma vibe muito atraente e as gurias mostraram um progresso vocálico surpreendente. Sinto muito mais maturidade somada ao que elas já possuíam. E vale um destaque especial ao Bilo, o baixo tá incrível!

4-DESTINY
Podemos resumir “Destiny” em uma única palavra: hipnotizante. É muito simples, em termos, criar uma música que seja boa, mas precisa ser gênio pra criar uma música que tenha sua própria atmosfera. Aquela que realmente te desliga da realidade. “Destiny” deveria ter sido o carro-chefe desse álbum, na minha opinião.

5-LET`S GO! DANCE!
Hum… Encontrei a primeira falha do CD. O início já não tava me soando bem, mas o que veio depois foi curioso. Ouvi a faixa inteira com aquela impressão de “já ouvi isso antes”, até que depois me veio o estalo: forçando um pouco de imaginação, a base dessa música é parecida com “Ne Bouge Pas”, da Celine Dion, que também não foi um bom trabalho dela.

6-PRETTY LITTLE GIRL
Tudo o que eu disse sobre “Destiny” pode ser aplicado nessa faixa também. Que música linda! Me fez lembrar da época em que eu ia nas festas de 15 anos das minhas amigas e fugia pra algum canto tomar água (sou abstêmio, antes que alguém pergunte) e ficar olhando ou a pista de dança ou alguma janela vazia. Só uma coisa me deixou intrigado: quem é a loira citada na música?

7-QUANDO VOCÊ CHEGAR
Essa ficou estranha. É a primeira vez que percebo tamanho desequlíbrio harmônico em uma música da Melody. Aquela beleza característica que sempre sai da fusão entre vozes e instrumentos ficou perdida aqui.

8-FEITOS UM PRO OUTRO
“Nossos corpos fazem mágica quando se encontram…”, eu vi o que vocês fizeram aí! Hahahahahahahahaha! Ah, enfim… Eu falei em “Como Antes” que a Melody ainda é uma excelente contadora de histórias, e “Feitos Um Pro Outro” só confirmou meu pensamento. Um ótimo tema romântico, uma melodia suave e bem distribuída em todos os pontos. Minha única crítica negativa é aquele velho som de dedo arranhando em corda que dá pra ouvir lá no centro do cérebro.

9-POUCO PRA MIM
Não tenho a menor ideia se foi intencional ou não, mas eu gostei muito desse lado mais puxado pro jazz. A Melody tá conseguindo se superar cada vez mais em faixas românticas, o que já é algo natural devido a sua própria formação de três casais. Ou seja, inspiração não vai faltar faça a proteção e deixa a noite te levar. Com certeza um dos maiores acertos do álbum e da própria carreira da banda.

10-SUMMER DAYS
Uma coisa que falta muito hoje em dia são músicas que não sejam somente boas, mas que sejam também divertidas. Quantos artistas existem hoje que sabem aproveitar a música como aquilo que ela realmente representa? “Summer Days” é exatamente isso, uma faixa boa e divertida. Se um dia perguntarem minha opinião, era essa faixa que merecia um verdadeiro clipe.

11-NÃO VÁ
Pra ser bem sincero, não tenho elogios pra essa faixa. Só que dessa vez vou me abster das críticas uma vez que tenho quase certeza de que ela vai ser uma das preferidas da maior parte dos melodies.

12-SONHO
Quero as cifras dessa faixa na minha mesa em cinco minutos. E posso dizer sem ser puxa-saco que essa é oficialmente A MELHOR MÚSICA DA MELODY! Poesia maravilhosa, melodia inacreditavelmente linda, abertura sensacional, tudo 100% excelente! Quem quer que tenha organizado essa soundtrack, merece um bombom de chocolate por ter tido a genialidade de deixar o melhor pro final.

ÁLBUM “NÓS” – IMPRESSÕES GERAIS
 A Melody está pronta pro mundo. Este primeiro CD é uma prova concreta de que o grupo sabe o que fazer e sabe como fazer. São artistas como eles que ainda tem chance de salvar a música nacional. Claro que, uma vez que o cenário musical está sempre em transição, é óbvio que ainda teremos várias progressões a esperar, mas tive quatro anos pra aprender a confiar no trabalho deles. Eu acredito na Melody. Gostei muito do que ouvi e estou particularmente ansioso pra poder ter a mídia física em mãos.

sábado, 1 de novembro de 2014

O dia em que fui staff da Melody

Quem me conhece de perto – ou mesmo quem para pra ler meu blog – sabe o quanto sou fã desse sexteto MARAVILHOUSER chamado Melody. E como tal não poderia deixar de registar a longa madrugada do primeiro dia de novembro, onde eu e minha namorada Rebeca realizamos um almejo particular: fomos “infiltrados” como membros da equipe e assistimos a um show inteiro do grupo na lateral do palco, junto ao backstage. Muito foda, pra dizer o mínimo.
Antes de tudo, há de ser explicado que o convite não foi barato (falo mesmo!). Há algum tempo o grupo abriu financiamento coletivo pra juntar fundos a fim de gravar seu primeiro CD. Cada nível de pagamento equivalia a uma recompensa. Eu e a Rebeca nos juntamos por um único nível cuja recompensa encheu nossos olhos: ser membro da Melody por um dia. CD`s autografados assim que prontos, passagem pro soundcheck do dia, e o show assistido pelo corredor lateral do Opinião (aprendi no dia: um ótimo lugar pra assistir e um péssimo lugar pra tirar foto). Como já é tradicional de fã, ao ter esse tipo de encontro com um artista em algum tipo de admiração, se leva um presente. Nós queríamos fazê-lo, mas o que dar? Pra quem tem conta na Steam, há um software chamado “Manga Maker ComiPo!”, que é basicamente uma plataforma de criação livre em estilo mangá. No dia em que eu o comprei e recebi, fiz alguns testes pra aprender a mexer, e no meio do processo acabei tendo uma ideia. Em pouco mais de uma hora, saiu esta imagem:



Lembrando que o Manga Maker é bem básico e bem limitado, ainda que muito excelente pra fazer muita coisa. Graças a isso eu tive que fazer parecido e não igual – com o agravante de que precisei fazer um ode ao cabelo antigo da Alina, já que não tive como fazer o estilo “cabeceei-uma-aquarela” que ela usa atualmente. Mas sei lá. Eu achei bonitinho. E eles também gostaram, o que foi show de bola.



Entregamos o presente durante a soundcheck feita na tarde do dia 31 de outubro. Digo soundcheck por simples termo, já que acabou sendo algo próximo de um show privado. Dois pedidos nossos – “Let it Go” e “Lady Marmelade” – foram interpretados, e não havia mais ninguém lá a não ser nós e a equipe técnica. Horas depois, já dentro da madrugada de sábado, voltamos ao Opinião pra parte mais importante: The Concert. Estar no camarim, assistindo à preparação dos seis e impregnados do ambiente descontraído e leve, foi tudo indescritível. Acompanhá-los no corredor lateral foi algo único. Pra um amador da música, como eu, foi com certeza mais do que especial poder ver a parte que um fã normalmente ignora.
Cabe aqui um agradecimento, não só aos próprios Bilo, Cacá, Guiza, Taísi, Alina e Maitê, mas também ao Ataliba, que foi um verdadeiro profissional comigo e com a Rebeca, e nos deixou bem à vontade e bem orientados em todos os momentos. Posso dizer sem dúvida que a Melody tem uma mão excelente tendo-o como produtor. E de resto, não tem muita coisa que essa banda possa fazer pra me deixar mais feliz enquanto fã.
Quem sabe, outra regravação dos Bee Gees…

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Gamers brasileiros e a renovação do YouTube

Quando eu era repórter do Editorial J, em 2012, uma das grandes honras que tive foi poder entrevistar Eduardo Benvenuti, produtor de conteúdo do canal BRKsEDU, de quem sou inscrito e grande fã. Esse ano, tive a chance de passar pela mesma experiência, mas com um diferencial: dessa vez, eu pude entrevistar três youtubers de quem sou inscrito e grande fã. Gigaton Games, Davy Jones e Jean Marcel, canais brilhantes e excepcionais, me concederam entrevistas ao longo da semana pra minha matéria de Jornalismo Online, a cargo dos professores Andreia Mallmann e Marcelo Träsel. E como fui autorizado, passo pro Aleatoriedades o resultado desse trabalho, um dos muitos que só me faz ter certeza de que escolhi o curso certo, já que não imagino onde mais estaria tão perto de gente que eu admiro tanto.

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Faltando poucos meses para completar uma década de vida, o YouTube se tornou o mais expressivo sistema de compartilhamento de vídeos no mundo. Diante das mais diversas categorias de arquivos e conteúdos que estão disponíveis no site,  uma em particular teve notável crescimento desde meados de 2010: a indústria dos jogos. Alguns usuários com contas no YouTube faziam uma espécie de Walkthrough em tempo real, como se via em antigas revistas especializadas, de como completar determinados jogos eletrônicos. Isso proporcionou que a geração seguinte começasse a querer simplesmente se divertir enquanto joga, e assim nasceram as gameplays comentadas. Enquanto os Estados Unidos já eram pioneiros nessa prática, brasileiros começavam a dar seus primeiros passos. Atualmente, o país possui uma imensa variedade de youtuber`s que se dividem entre gameplays por esporte, gameplays para instrução e vídeos de humor com jogos, entre outros tipos.

https://www.youtube.com/user/gigatongames

O operador de produção campinense Diego, de 25 anos, é produtor de conteúdo do canal Gigaton Games, que ganhou força depois do lançamento de “Grand Theft Auto V”, ainda no ano passado. Se tornou conhecido por ser um “detetive online”, em busca de segredos, surpresas e erros espalhados pelo imenso mapa da fictícia Los Santos. Depois de duas tentativas sem sucesso de criar um canal duradouro, Diego aproveitou o novo produto da Rockstar Games para fazer nome no YouTube. “Em 2013 seria o lançamento de 'GTA V', e de uma coisa eu tinha certeza: a procura por easter eggs sobre esse jogo no YouTube seria uma coisa fora do normal, era algo grande que estava pra acontecer e eu queria muito participar disso, mesmo que não fosse muito longe”, explica o gamer. A trama protagonizada por Franklin Clinton, Michael de Santa e Trevor Phillips foi um sucesso inegável, e o canal Gigaton Games conseguiu o primeiro grande passo rumo ao futuro ao lado da franquia: “Apos o lançamento do jogo começou essa procura por easter eggs e poucos canais no YouTube falavam sobre isso. Era uma procura maior que a demanda, então eu fiz um video chamado ‘GTA V – 10 easter eggs incriveis (como encontrar)’ e divulguei bastante nas redes sociais. No inicio não deu muito certo, eu consegui dois mil views em uma semana e pensei: ‘fiz minha tentativa’. Mais alguns dias se passaram e fui visitar o canal. O video estava com dez mil views, e comecei a pensar que talvez pudesse dar certo. Foi nesse dia que o Gigaton Games nasceu de verdade. Hoje o video tem mais de 300 mil views”.

Uma das investigações no mapa de "GTA V" feitas pelo canal Gigaton Games

https://www.youtube.com/user/Gameplayrj

A franquia criada por David Jones, Dan Houser e Sam Houser encontrou outro exímio pesquisador no Brasil. O youtuber Davy Jones (cujo nome real preferiu não revelar), do Gameplayrj, aos 26 possui um dos canais referências em exploração do “GTA V”, com o diferencial de jogos como “Surgeon Simulator”, “Plants vs Zombies: Garden Warfare” e o aclamado “The Last of Us”. Talvez o youtuber de atividade mais intensa no Brasil, Davy Jones chega a postar sete vídeos diários, divididos em jogatinas e vlogs de opinião sobre acontecimentos relevantes do mundo dos games. Sobre o que diferencia o seu canal dos outros, o carioca conta: “Acredito que sete videos por dia e o fato de eu ser gamer de verdade, então eu jogo tudo que eu gosto sempre trazendo uma grande variedade além dos vlogs – que praticamente ninguém faz esse formato no Brasil – onde eu dou a minha opinião sobre tudo que eu acho do jeito que eu acho”. Recentemente, recebeu do YouTube a placa comemorativa de 100 mil inscritos no canal Gameplayrj, feito alcançado em dezembro de 2013. É a segunda vez que ele recebe a placa de prata, tendo a primeira sido ganha em seu antigo canal, “DavyJonesRJ”.

Corrida no modo multiplayer feita com o carro vindo da nova atualização

https://www.youtube.com/user/JeanMarcel94

Mas “nem só de GTA viverá o YouTube, mas de todo jogo que procede das desenvolvedoras”. Exemplo claro disso é o youtuber carioca Jean Marcel, de 20 anos, que destila humor e irreverência em todos os vídeos que grava. O canal, de mesmo nome, passeia por títulos como “Saints Row: The Third”, “Battlefield 3”, “Left 4 Dead 2”, além de alguns comparativamente menos explorados como “Sumotori Dreams”, “Castle Crashers” e “Mirror`s Edge”. Mas, ao contrário da maior parte dos produtores de conteúdo do YouTube, Jean não tinha pretensão de se tornar um youtuber e trabalhar com edição. “Tudo começou quando um amigo que já tinha um canal me deu essa ideia, e, de início, não tive nenhuma vontade de criar um canal. Após um tempo, resolvi tentar fazer um vídeo de brincadeira e acabei gostando, e assim fiz outro, e outro, e outro e, quando percebi, já estava produzindo vídeos semanalmente para um certo público”. O primeiro vídeo do canal de Jean, uma descontraída gameplay de “GTA IV”, hoje conta com mais de 21 mil views. Seu vídeo mais popular até o momento é “Far Cry 3 – Caçando Seu Bacon”, com quase 110 mil views. Comparando o início do canal com o trabalho mais recente, Jean Marcel nota uma considerável mudança: “Com certeza [a principal diferença] é a qualidade de comentário e edição. Quando eu comecei, não sabia fazer bons comentários e não tinha nenhuma noção de edição. Hoje posso ver o quanto melhorei em relação a quando comecei o canal. A parte mais difícil na criação e produção dos vídeos, sem dúvidas, é ter ideias inovadoras a cada vídeo. Em certos momentos não vem aquela ideia que você precisa e você fica horas e horas tentando pensar em algo diferente, para não trazer a mesma piada nos novos vídeos”.

Dando uma abordagem inédita ao jogo "Skyrim"

Tanto Diego quanto Jean e Davy Jones, em suas experiências com produção de conteúdo, passaram por um significativo amadurecimento, visível na evolução das postagens ao longo do tempo. Cada qual em seu meio retira um aprendizado e uma vivência. Ao pensarem sobre o que os canais Gigaton Games, Gameplayrj e Jean Marcel trouxeram de produtivo em suas vidas, cada um apresenta uma abordagem pessoal. Diego diz: “Por mais que dê trabalho (alguns videos tomam mais de 15 horas de edição) e tenha pouco retorno financeiro, é sempre gratificante ter um trabalho reconhecido e ver que pessoas estão se divertindo porque você sugeriu algo diferente. Esse é o objetivo do meu canal: Informação e uma proposta que adicione algo mais à sua jogatina, pra que ela se torne melhor e mais interessante do que poderia ser, pra que você tire o máximo do jogo”. Davy Jones, visando o futuro, diz: “Não tenho nenhuma pretensão de parar nunca, quero chegar o mais longe possível, não coloco meta final. Quando a gente ama o que faz é facil produzir tanto. A melhor coisa que o canal me proporcionou foi poder transformar uma paixão minha que, é jogar video game, no meu trabalho”. Jean, por sua vez, diz: “As amizades que fiz no decorrer do tempo. Conheci gente que produzia o mesmo conteúdo que eu e que, hoje, se tornaram grandes amigos na minha vida. A princípio, não quero parar de fazer o que faço no YouTube, então, enquanto eu puder continuar, estarei sempre seguindo em frente, já que batalhei tanto pra chegar aonde estou e dificilmente largarei isso”.